De nenhuma valia tem a informação se não for transformada em conhecimento e, este comungado por todos.

sábado, 1 de outubro de 2011

ASPECTOS do CONTEMPORÂNEO

Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida.

Hoje, o olhar investigativo, crítico, atualizado e reflexivo sobre a contemporaneidade está baseado no composto sobre as questões atuais, problemas da sociedade capitalista, como abordado pelos autores Edgar Morin (2003, 2009), Hanns Gumbrecht (1998), Homi Bhabha (1998), Nestor Garcia Canclini (2008), Stuart Hall (2000, 2003), Terry Eagleton (2005), Zygmunt Bauman (2003) e Wilton Garcia (2008, 2009), que tecem investigações acerca do contemporâneo, atualizam a cooperação entre discursividades contemporâneas (globalização, ecologia, neoliberalismo), cujo escopo concentra-se na discussão teórica e prática sobre responsabilidades socioculturais, políticas e identitárias.
A dinâmica que envolve o sujeito com as estruturas e os artifícios tecnológicos e digitais, inovadores no cotidiano, fortalece a aproximação e a facilidade de interação e operação destes mecanismos, telefones celulares, notebooks com acesso móvel a internet, são objetos tecnológicos (GARCIA, 2008). Tais objetos contribuem para posicionar o sujeito em determinado lugar, ausente de deslocamento corpóreo e presente, simultaneamente, em diversos lugares.
Neste espaço, também há a questão do consumo e acumulação de bens e a relação com a identidade, na expectativa de (re)considerar, criticamente, as relações sociais estabelecidas nas comunidades hoje. Logo, se pode perceber as mudanças de valores e modelos, que outrora estavam, praticamente, enraizados e ultrapassados na sociedade. E as maneiras de manifestação, como a questão da identidade ou a falta dela, perante os avanços da tecnologia.
O contemporâneo constitui-se pelo retrato do presente, um presente deslizante, representado muito mais um viés cronológico, que emergente. Ou seja, as coisas no mundo não são fixas, pois podem e devem ser trabalhadas na instabilidade, o que se apresenta como instável.
Pensar o contemporâneo seria discorrer em contínuas transformações econômicas, culturais, identitárias e políticas, tempo em que as coisas se alternam, modificam, atualizam em um processo constante, e em uma sociedade que interage de forma rápida e que propicia a aproximação de ideias e sujeitos. Conceitos, padronizados e hierárquicos, antes estabelecidos por instituições, cedem lugar para novos olhares, com quais os sujeitos, em um processo dinâmico, validam o mundo na convivência e no respeito ao outro a partir de si mesmo, segundo Maturana (2001). Isso para nós significa dizer que  o que ocorre no contemporâneo seria uma (re)construção de pensamentos e de formas de ensino-aprendizagem, o conceito que se apresentava pronto e fechado cede lugar a noções mais flexíveis e provisórias, pois há um constante processo de mutação.
Com a aceleração da informação as coisas no mundo passam a ser efêmeras e transitórias. O contemporâneo faz com que a sociedade repense suas formas e conceitos de busca pelo conhecimento, e discuta suas necessidades, anseios e temores de forma a solucioná-los.
Futuro, aqui, requer observar as estratégias que implementam novas e outras experiências, que se atualizam. Isto é, futuro parte do aqui e agora (presente recorrente), pois esta seria a única certeza. Ou seja, o futuro está atrelado e dependente do hoje.

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